O terceiro jogo da campanha de aniversário de 25 anos do XBOX chegou em Acesso Antecipado em 1º de outubro. Gears of War: E-Day é um prequel da franquia protagonizada por Marcus Fenix durante o 'Dia da Emergência', momento da invasão dos Locust ao planeta Sera. O Canaltech já destacou em um review que Gears of War: E-Day e o Dia da Emergência entregam beleza e brutalidade . O jogo se destaca por seu alto nível de ação e visceralidade nas mãos dos jogadores, com gráficos de outra categoria. Destrinchamos todos os pontos positivos e negativos do shooter da The Coalition que tornaram este o jogo mais bem avaliado da franquia desde a trilogia Gears do XBOX 360. Para quem quer saber mais sobre Gears of War: E-Day de maneira rápida e direta ao ponto, o Canaltech separou 5 acertos e 5 erros para você decidir se vale a pena ou não aproveitar o novo exclusivo do XBOX . Estes são os 10 erros e acertos de Gears of War: E-Day: 1. Gráficos na Unreal Engine 5 (acerto) Dizem para não julgar nada pela aparência, mas em Gears of War: E-Day isso é bem difícil. Isso porque o jogo já mostra toda a sua beleza logo de cara , seja em cutscenes ou in-game. Gears of War: E-Day entrega uma fidelidade visual impressionante , entrando para a lista de jogos mais bonitos de toda a geração. A The Coalition fez um trabalho de iluminação, reflexos em vidros e poças d'água, densidade de objetos e detalhes do cenário que deixam Kalona viva e caótica. 2. Instabilidade técnica e quedas de FPS (erro) Se, por um lado, Gears of War: E-Day entrega gráficos arrasadores, por outro, o título peca na performance . Em nossa avaliação no Canaltech, destacamos que a campanha sofreu com quedas constantes na taxa de quadros no XBOX Series X, mesmo optando por jogar no modo desempenho . O problema é mais perceptível quando chegamos a áreas mais abertas , como no centro de Kalona. Embora não torne o jogo injogável, é algo bem incômodo, ainda mais para quem realmente presta atenção nos detalhes. Vale notar que é possível encontrar diversas críticas sobre a otimização do jogo no PC e no XBOX, o que mostra que não se trata de um caso isolado. 3. Ação visceral e sistema de cobertura (acerto) Gears of War: E-Day mantém um dos pontos mais altos da franquia: o gore e a brutalidade . Seja na invasão esmagadora dos Locust ou no contra-ataque dos Gears, o título rega os embates com sangue, vísceras e cenas chocantes durante os tiroteios. A ambientação construída pelo jogo transmite o pânico da invasão em tempo real , o que destacamos como uma excelente introdução, em pé de igualdade com o primeiro The Last of Us. A direção da The Coalition permitiu engrossar ainda mais esse caldo de ação, com cenas colossais de destruição e até um ou outro flerte com o gênero de terror aqui e ali. No combate, Gears of War: E-Day consegue entregar uma experiência robusta e ultrarresponsiva , com uma movimentação pesada e recursos que nos permitem avançar às linhas inimigas de maneira fluida. É um contraste muito interessante, em especial para quem jogou Gears of War: Reloaded em 2025 e agora experimenta um pouco de Gears of War: E-Day. 4. Repetitividade e reutilização de cenários (erro) Quem joga as primeiras 8 horas de Gears of War: E-Day pode ficar deslumbrado com o trabalho da The Coalition em entregar uma boa variedade de inimigos e distribuí-los em cenários e situações que dão uma sensação de novidade, mesmo com a estrutura rígida de matar hordas de Locust e avançar para o próximo ponto. No entanto, o estúdio não consegue maquiar a repetitividade e a jogatina linear do meio para o fim do jogo. Então, não se assuste se você sentir um cansaço do Ato 4 em diante. Gears of War: E-Day poderia se esquivar disso com sessões que mudam a forma como jogamos. Seja, por exemplo, com um novo estilo de gameplay, como as curtas passagens em que controlamos a metralhadora de um helicóptero e coisas do tipo. Outro ponto negativo é que a The Coalition optou por repetir os cenários algumas vezes na campanha . Um excelente exemplo disso é o Centro de Kalona, por onde passamos algumas vezes no jogo. Embora o local esteja cada vez mais destruído pelas forças dos Locust, a repetição fica um pouco monótona, deixando um espaço onde poderia existir aquela novidade e mudança de gameplay que comentamos anteriormente. 5. Química do Esquadrão Bravo (acerto) Gears of War: E-Day conta com a dupla bem conhecida de Marcus Fenix e Dom Santiago, além dos estreantes Mags Carter e Lucas Reyes na franquia . Um dos maiores acertos da narrativa de Gears é a maneira como a The Coalition abordou o Esquadrão Bravo e como os personagens se relacionam. Cada um deles tem seus próprios dramas e objetivos no Dia da Emergência , e suas interações são simples, naturais e cativantes. Lucas, por exemplo, tem uma evolução de personagem fantástica nos três dias da invasão. Mags atua como a principal crítica do regime da CGO , embora esse aspecto não seja bem explorado na narrativa global do jogo. Gears of War: E-Day mantém viva a alma da franquia , que é a relação do grupo principal — 'as engrenagens da guerra'. 6. Aprofundamento da narrativa (erro) Apesar da química infalível do Esquadrão Bravo e de todo o aproveitamento da invasão no Dia da Emergência, é possível que a The Coalition tenha perdido alguns nortes da narrativa , como o autoritarismo da CGO, por exemplo. A história está lá e é contada tanto por colecionáveis quanto pelos cenários e grupos de pessoas que encontramos em Kalona. Contudo, há alguns temas que sentimos que Gears of War: E-Day arranha , mas não explora mais a fundo. Alguns personagens têm um fim bem anticlimático e poderiam ser mais bem aproveitados. 7. Variedade de inimigos e batalhas contra chefes (acerto) Já citamos a variedade de inimigos de Gears of War: E-Day, que é muito bem-feita e bem diluída no início e no meio do jogo . Embora a repetitividade no fim deixe um gosto agridoce na boca dos jogadores, uma classe de inimigos salva o prato: os chefões. Nem todos os Locust colossais que o Esquadrão Bravo enfrenta são de fato chefões com barras de vida comuns que vemos em outros jogos. No entanto, esses inimigos maiores dão ainda mais sabor à ação desenfreada de Gears e trazem momentos de cair o queixo. 8. Falhas no áudio, dublagem em PT-BR e trilha (erro) Gears of War: E-Day apresenta um elenco de vozes fantástico, algo que particularmente se destaca de forma positiva na franquia. Contudo, o jogo peca bastante na mixagem de som e no áudio da campanha. As vozes frequentemente são abafadas pelos efeitos do ambiente e outros elementos. Mesmo diminuindo o som ambiente e deixando as vozes no máximo, ainda dá para sentir o desequilíbrio . A dublagem em português também apresenta momentos de falta de sincronia e falas cortadas , até mesmo em cutscenes. A trilha sonora é outro ponto fraco, mantendo-se morna com temas militares genéricos em boa parte da campanha. 9. Sistema de modificação de armas e equipamentos (acerto) Gears of War: E-Day introduz um sistema de melhorias de armas e equipamentos muito positivo e inventivo. O desbloqueio dessas modificações acontece por meio da exploração e da conclusão de missões secundárias. Cada arma possui quatro espaços de melhorias que envolvem desde precisão e dano até capacidade de munição. Alguns dos upgrades podem trazer um efeito negativo secundário, a depender do benefício. Também é possível melhorar atributos da armadura de Marcus Fenix , bem como equipamentos táticos, como a bomba de adrenalina e o rastreador de inimigos. 10. Volume de melhorias (erro) Embora as melhorias sejam um excelente incentivo para os jogadores completarem missões secundárias e explorarem os cenários , em certo momento chegamos a um acúmulo de upgrades indesejável. A interface de melhoria das armas não ajuda nem um pouco nesse sentido . Tudo fica burocrático em um jogo em que a ação deveria imperar. A sugestão é tentar simplificar um pouco o sistema, como a série DOOM faz, por exemplo. Assim, não perdemos tanto tempo lendo o que cada uma das dezenas de melhorias faz.






