Moçambique defendeu, nesta sexta-feira, 25 de Setembro de 2026, em Nova Iorque, a adopção de compromissos concretos que assegurem financiamento previsível e sustentável, acesso equitativo a vacinas, meios de diagnóstico e tratamentos, bem como o reconhecimento da abordagem One Health na preparação e resposta às pandemias.
A posição foi apresentada pelo Ministro da Saúde, Ussene Isse, durante uma reunião de alto nível realizada à margem da 81.ª Sessão da Assembleia Geral das Nações Unidas, dedicada às pandemias e outras emergências de saúde pública.
Na sua intervenção, Ussene Isse destacou que Moçambique figura entre os países mais vulneráveis aos eventos climáticos extremos, que provocam a destruição de infra-estruturas sanitárias e favorecem a ocorrência de surtos de doenças.
O governante recordou que, este ano, o País enfrentou uma das inundações mais severas das últimas décadas na região Sul, situação que voltou a evidenciar a ligação entre as mudanças climáticas e a saúde pública.
Segundo o Ministro, perante este cenário, Moçambique optou por transformar as adversidades em resiliência institucional, através do estabelecimento de uma rede de Centros de Operações de Emergência de Saúde Pública, da criação de laboratórios em todas as províncias e da primeira Escola de Saúde Pública do País.
O País está igualmente a desenvolver a estratégia One Health, que promove uma actuação integrada nos domínios da saúde humana, animal e ambiental. Com estas iniciativas, Moçambique pretende afirmar-se como um centro regional de excelência na gestão de emergências sanitárias.
Ussene Isse reafirmou ainda o compromisso do Governo com a implementação do Acordo sobre Pandemias e com o fortalecimento da capacidade nacional de detectar, notificar e responder atempadamente às ameaças sanitárias.
"Reconhecemos que as pandemias começam e terminam nas comunidades." Por isso, não devemos esquecer de as envolver nesta matéria", declarou o Ministro da Saúde.
MISAU – DCI


