Ramiro Brites

Partido Novo pediu a prisão do diretor da PF, Andrei Rodrigues, e do ministro do STF Alexandre de Moraes, além do afastamento de Paulo Gonet

Ramiro Brites
09/09/2026 13:54
Autor de ação contra Andrei, Novo também denunciou Moraes e Gonet no STF
O Partido Novo, autor da representação contra o diretor-geral da Polícia Federal (PF), Andrei Rodrigues, no Supremo Tribunal Federal (STF), também denunciou o ministro Alexandre de Moraes e o procurador-geral da República (PGR), Paulo Gonet.
As três ações foram movidas após a retirada do sigilo de petições baseadas em relatórios da PF que revelaram conversas do ex-banqueiro Daniel Vorcaro e do ministro Alexandre de Moraes. As ações foram assinadas pelas advogadas Carolina Barreto Siebra e Ana Carolina Sponza, representantes legais do Partido Novo.
O ministro André Mendonça, relator do caso do Banco Master no STF, chegou a determinar o afastamento de Andrei Rodrigues, mas a decisão foi revertida por Flávio Dino, que considerou o Partido Novo parte ilegítima para pedir a medida
“Os partidos políticos não são partes no processo penal, submetido aos trilhos da legalidade estrita. É inequívoca a ilegitimidade ativa do Partido Novo para requerer a medida cautelar”, escreveu Dino na decisão.
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Na decisão revertida por Dino, André Mendonça alegou que foi perseguido pela PF por mais de 30 dias e, por isso, havia afastado dois delegados do cargo.
Pedido de prisão de Moraes
A notícia-crime do Partido Novo pede o afastamento imediato de Moraes do cargo e prisão preventiva porque o ministro estaria obstruindo a investigação da organização criminosa que operou os esquemas de Vorcaro. Para sustentar esse pedido, o partido se baseia em um conjunto de provas colhidas pela PF.
Entre elas, estão o contrato milionário do escritório da advogada Viviane Barci, esposa de Moraes, com edição direta do ministro e a solicitação de limite mensal de R$ 300 mil em cartões de crédito do Master para os filhos do ministro.
A PF sustenta que Moraes atuou como consultor privado e interlocutor de Vorcaro para tentar adiar, suavizar ou conter as diligências da Operação Compliance Zero, que investiga o Caso Master.
Diante da crise institucional, o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) chegou a pedir a derrubada do sigilo de toda a investigação do caso.
Pedido de afastamento do PGR
Segundo a representação do Partido Novo, Gonet também deveria ser afastado do cargo. O PGR aparece em pedidos de Vorcaro a Moraes e também em outra troca de mensagens do ex-banqueiro com o advogado Ciro Soares.
Em uma das conversas, Soares repassa a Vorcaro um pedido que teria partido de Gonet para que houvesse providenciado whisky da marca Macallan e charutos em um encontro.
Já nas conversas entre o ex-dono do Banco Master e o ministro do STF, Vorcaro pede a Moraes que acione Andrei e Paulo, o que a PF entende por Andrei Rodrigues e Paulo Gonet.
A ação sustenta que, ao pedir a nulidade das investigações conduzidas pela PF, Gonet agiu em causa própria. O Partido Novo acusa o PGR de conflito de interesses e prevaricação.


