O projeto “Oficinas de Prevenção e Saúde para o Empoderamento das Mulheres, Jovens e Raparigas”, implementada pela Associação Bué Fixe, encerrou no passado dia 29 de setembro de 2026, na Biblioteca Nacional de São Tomé e Príncipe, o seu ciclo de três oficinas educativas, iniciado em julho, tendo alcançado cerca de 122 participantes, entre mulheres, jovens, raparigas e rapazes, provenientes dos diferentes distritos do país.

A iniciativa surgiu da necessidade de promover o acesso à informação sobre saúde integral, particularmente em áreas que continuam a ser marcadas por tabus, desinformação, medo e silêncio, como a saúde mental, a saúde menstrual e a prevenção do cancro do colo do útero. Através de uma abordagem educativa e comunitária, o projeto procurou criar espaços seguros de diálogo, partilha de experiências e aprendizagem, incentivando atitudes informadas e responsáveis em relação à saúde.

Ao longo da sua implementação, foram realizadas três oficinas temáticas em diferentes espaços, com o objetivo de aproximar a informação das comunidades e envolver participantes de diferentes faixas etárias e contextos sociais.

A primeira oficina, “O Estendal das Emoções”, foi dedicada à saúde mental de jovens e raparigas, proporcionando um espaço de expressão emocional, escuta e reflexão sobre a importância de reconhecer e compreender as emoções, cuidar do bem-estar psicológico e procurar apoio sempre que necessário.

A segunda oficina, “O Mapa do Meu Ciclo”, abordou a saúde menstrual, promovendo o conhecimento sobre o ciclo menstrual, o autocuidado e a desconstrução de mitos e preconceitos que ainda dificultam conversas abertas e informadas sobre a menstruação.

A terceira e última oficina, realizada na Biblioteca Nacional, dia 29 de setembro de 2026, dedicada à prevenção do cancro do colo do útero, através da atividade “Mito e Prevenção”. A sessão teve como objetivo desmistificar a doença, esclarecer dúvidas, combater informações incorretas e sensibilizar os participantes para a importância da prevenção, da vacinação contra o HPV, do rastreio e do acompanhamento pelos serviços de saúde, de acordo com as orientações dos profissionais de saúde.

Embora a iniciativa tenha como público prioritário as mulheres e as raparigas, a participação de rapazes constituiu também um elemento importante, reforçando a necessidade de envolver toda a comunidade na promoção da saúde, no combate aos preconceitos e na construção de uma sociedade mais informada, inclusiva e consciente.

Mais do que transmitir informação, a iniciativa procurou criar oportunidades para que cada participante pudesse aprender, partilhar, questionar e tomar decisões mais conscientes sobre a sua saúde e o seu bem-estar.

A continuidade de ações desta natureza representa um passo importante para quebrar silêncios, combater a desinformação e promover comunidades mais saudáveis, participativas e empoderadas.

Esta é uma iniciativa que contou com apoio da ONG portuguesa OIKOS, financiada pela União Europeia e Camões Instituto da Cooperação e Língua de Portugal.

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