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O ex-presidenciável Ronaldo Caiado (PSD), derrotado nas urnas no último domingo (4), e o candidato a presidente Flávio Bolsonaro (PL) — Foto: Sergio Lima/AFP e Brenno Carvalho/O Globo
Depois de se contrapor a Flávio Bolsonaro durante toda a campanha, chegando a chamá-lo de ladrão, o candidato derrotado à Presidência da República Ronaldo Caiado (PSD) vai anunciar apoio ao senador do PL com o argumento de que “nunca foi de ficar em cima do muro”, que sempre foi contra o PT e não poderia apoiar Lula agora.
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Caiado vai anunciar o apoio a Flávio em um evento nesta terça-feira em Goiás. Na reta final antes do primeiro turno, aliados do senador e integrantes da equipe pressionaram o ex-governador a desistir da candidatura. O candidato do PSD terminou em quinto lugar com 2,6 milhões de votos (2,18%), atrás de Flávio, Lula, Augusto Cury (Avante) e Renan Santos (Missão).
Interlocutores do candidato do PSD dizem que bolsonaristas ativos no estado chegaram a dizer que se ele não abandonasse a candidatura, sua mulher, Gracinha Caiado (União Brasil), perderia a eleição para o Senado. Ele não desistiu, ela acabou eleita com 21,61% dos votos válidos.
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Pablo Marçal (PRTB), que se engajou na campanha de Flávio recentemente, pediu a renúncia de Caiado para ser ministro da Segurança Pública do filho de Jair Bolsonaro. “Só que isso só vale para você antes do final de semana”, condicionou Marçal no dia 1 de outubro, numa referência ao debate da TV Globo. Os bolsonaristas sonhavam com uma desistência conjunta de Romeu Zema (Novo) e Caiado durante o debate – que acabou não acontecendo.
Segundo integrantes da equipe de Flávio, a hipótese de Caiado ser ministro de um eventual governo Bolsonaro tem sido aventada na equipe, mas nada será anunciado por ora.
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Com a esquerda ou a direita
Durante a campanha, para se descolar de Flávio e subir nas pesquisas, Caiado passou a atacar Flávio Bolsonaro no horário eleitoral e nas entrevistas. "Tanto faz roubar com a mão esquerda ou a direita: [quem rouba] é ladrão”, dizia o governador. “Quem roubou com a mão esquerda ou com a direita não pode dizer, amanhã, que tem autoridade para combater o crime", disse ele na sabatina do SBT, no final de agosto.
Declarações do mesmo teor foram repetidas mais de uma vez durante a corrida eleitoral.
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Agora, Caiado vai recorrer ao antipetismo e à necessidade de impedir a vitória da esquerda para justificar sua guinada. É o mesmo argumento usado por Romeu Zema, que já declarou apoio a Flávio Bolsonaro na segunda-feira, usando o mesmo argumento que o governador de Goiás vai apresentar nesta terça: “'Não vou me omitir nem ficar em cima do muro".
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