Na Mira

Os vendedores seguiam um roteiro que consistia em fazer uma série de perguntas por meio de ligação telefônica para enganar as vítimas

João Paulo Nunes, Carlos Carone

22/09/2026 12:04

Divulgação/PCDF

Os golpistas que faziam parte do esquema de venda de falsos consórcios no Distrito Federal utilizavam scripts para enganar os clientes. A descoberta foi feita pela Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) após a realização de buscas e apreensões em 11 endereços comerciais e residenciais ligados a empresas e pessoas investigadas por meio da Operação Deceptus.

A Operação Deceptus apontou que o grupo criminoso atraía potenciais clientes por meio de falsos anúncios de imóveis divulgados em redes sociais, com ofertas de aquisição mediante pagamento de uma entrada facilitada.

O script apreendido mostra um roteiro que consistia em fazer uma série de perguntas, por meio de ligação telefônica, em relação à situação financeira de clientes. “A senhora mora de aluguel ou em casa própria? A senhora conseguiria assumir uma parcela de quanto no mês?” eram algumas das perguntas realizadas. Após o questionário, os clientes eram chamados para encontrar os vendedores em um escritório.
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O esquema teria como principais alvos pessoas de baixa renda e de baixo grau de escolaridade, muitas delas interessadas em obter condições facilitadas para realizar o sonho de adquirir a casa própria.
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Uma vítima ouvida pelo Metrópoles relatou que estava realizando pesquisas para adquirir um imóvel próprio e recebeu a ligação de um vendedor que ela nunca tinha entrado em contato. “A maioria dos contatos que eu estava fazendo era por WhatsApp, pediam dados para fazer análise de crédito e pouca gente ligava. Aí teve um dia que uma pessoa me ligou no WhatsApp, fez algumas perguntas e falou que tinha uma oferta boa para mim, mas eu recusei e bloqueei ele”, contou.
As investigações apontam que as empresas envolvidas atuam no Distrito Federal pelo menos desde 2021 e que centenas de clientes teriam sido prejudicados. O grupo acumulou, ao longo dos anos, um expressivo volume de ocorrências policiais, processos na esfera cível e reclamações registradas em plataformas e sites na internet.
Carros de luxo
Durante as buscas realizadas na residência do casal apontado como responsável pelas empresas, foram apreendidos dois veículos de luxo: uma BMW X4, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, e um Audi A5, estimado em R$ 150 mil. Também foram recolhidos aparelhos eletrônicos, agendas e documentos relacionados às empresas investigadas.
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A Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) cumpriu, nesta terça-feira (22/9), 11 mandados de busca e apreensão em endereços residenciais e comerciais vinculados a empresas e pessoas investigadas por supostas fraudes na venda de cartas de consórcio
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Durante as buscas realizadas na residência do casal apontado como responsável pelas empresas, foram apreendidos dois veículos de luxo: uma BMW X4, avaliada em aproximadamente R$ 300 mil, e um Audi A5, estimado em R$ 150 mil
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Entre os materiais apreendidos, os investigadores localizaram ainda scripts contendo roteiros e orientações sobre as abordagens utilizadas pelos vendedores, com frases e argumentos que, segundo a investigação, eram empregados para induzir os clientes ao erro durante a negociação
Divulgação/PCDF
A Justiça do Distrito Federal determinou o bloqueio das contas bancárias das empresas e de seus proprietários, totalizando aproximadamente R$ 1 milhão.
A PCDF segue investigando o esquema para identificar todos os envolvidos e dimensionar o prejuízo causado às vítimas.

