Em ato de campanha em Porto Alegre, petista critica presidente dos EUA

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Presidente Luiz Inácio Lula da Silva em ato de campanha em Porto Alegre — Foto: Fernanda Canofre/Valor
Em ato de campanha no centro de Porto Alegre, nesta sexta (11), o presidente Luiz Inácio Lula da Silva (PT) mandou recado ao presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre possível interferência no pleito do Brasil.
“A extrema-direita, representada pelo presidente dos EUA, tem tentado influenciar eleições na América Latina. Trump tem sido modelo de cabo eleitoral para a extrema-direita. Disse por telefone para o Trump: não se meta nas eleições brasileiras, porque se se meter, vai perder”, disse o presidente.
“Nenhum presidente de outro país vai meter o bedelho nas nossas eleições. Nenhum. Se se meter, vai perder”, reforçou, lembrando que os dois terão um encontro em breve na Assembleia Geral da ONU, nos EUA.
Lula disse ainda que quer ter uma relação civilizada com os EUA e lembrou da história diplomática de mais de 200 anos entre os dois países, mas afirmou que assim como respeita o resultado das eleições americanas, espera o mesmo no Brasil.
Em meio a crise no Supremo Tribunal Federal (STF) e as investigações do extinto Banco Master, o presidente repetiu a declaração de que, enquanto Daniel Vorcaro “virou banqueiro” no governo de Jair Bolsonaro, ele foi preso durante sua gestão. Mais cedo, antes do ato na capital gaúcha, ele usou as redes sociais para publicar um recado: “Abertura total do sigilo. Quem não deve, não teme”.
O Largo Glênio Peres, em frente ao Mercado Público da capital gaúcha, onde foi realizado o ato dessa sexta, sob garoa, um dos pontos atingidos pelas enchentes de maio de 2024, é o mesmo local onde Lula realizou ato na campanha de 2022 e na véspera da sua condenação pelo TRF-4, em 2018. Estavam no palco o senador Paulo Paim (PT), que não concorreu a reeleição esse ano, e os ex-governadores e ex-ministros dos primeiros governos Lula, Tarso Genro e Olívio Dutra.
Além de relembrar feitos de seus governos anteriores na fala, no telão, ele relembrou cenas entre ele e Leonel Brizola e falas de ambos para apresentar e apoiar a candidatura da neta dele, Juliana (PDT), ao governo do estado. O PT tem o candidato a vice na chapa, Edegar Pretto. O presidente lembrou rindo do apelido que o trabalhista usava em críticas a ele: sapo barbudo.
Em sua fala, Juliana disse que o avô é Lula caminharam separados, mas quando o Brasil precisou se uniram — em 1998, os dois foram candidatos na mesma chapa — e disse que Brizola estaria orgulhoso da união agora.
Ela também saudou Lula como alguém que não titubeou ao ajudar o estado no pior desastre climático de sua história.
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