Marize Araújo compareceu nesta quarta-feira (9/9) à Superintendência da Polícia Federal (PF), no Rio de Janeiro, para fornecer dados genéticos e informações sobre o filho, Edson Davi. A mãe foi acionada pela Interpol para verificar se o garoto é uma das 163 crianças resgatadas em uma operação recente na Flórida, nos Estados Unidos. Leia também Mirelle PinheiroBacabal: PF é acionada para incluir irmãos sumidos na lista da Interpol BrasilMA: crianças sumidas estão na lista da Interpol “há meses”, diz governador BrasilBacabal: Interpol vai ajudar nas buscas por irmãos desaparecidos há 8 meses Mirelle PinheiroBritânico procurado pela Interpol é preso por comandar “bunker do pó” O filho dela, Edson Davi, está desaparecido desde 4 de janeiro de 2024, quando foi visto pela última vez na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio. Nas redes sociais, Marize Araújo disse que os advogados dela foram procurados pela Interpol para prestar esclarecimentos sobre dados de Edson Davi na PF.“Levar todos os dados do meu filho Edson Davi, para que se Deus quiser, meu filho possa estar entre essas 163 crianças que foram resgatadas na Flórida. Continuem em oração, não esqueçam de você, para que esse sofrimento acabe e eu encontre meu filho. Logo mais eu voltarei aqui para mais informações”, disse a mãe.Edson Davi desapareceu, aos seis anos, sem deixar nenhuma pista. Ele brincava na praia da Barra da Tijuca, na Zona Oeste do Rio, em 4 de janeiro de 2024, quando sumiu.A Delegacia de Descoberta de Paradeiros adotou a linha de investigação de que o menino teria se afogado. A família do menino, no entanto, nunca concordou, sustenta que ele jamais entraria sozinho na água e defende a hipótese de que teria sido sequestrado.Naquele dia, Edson Davi acompanhava o pai no trabalho, uma prática comum na rotina da família. O homem trabalhava como comerciante em uma barraca própria montada na praia.Edson foi visto pela última vez por volta das 16h daquele dia. Ele jogava bola com crianças que também estavam no local, acompanhadas de seus familiares.Força-tarefaUma força-tarefa liderada pelo Departamento de Polícia da Flórida e pelo gabinete do procurador-geral da Flórida James Uthmeier resgatou 163 crianças desaparecidas. O balanço foi anunciado após cinco dias de diligências focadas no combate à exploração infantil e ao tráfico de pessoas.Além dos Estados Unidos, a força-tarefa também foi deflagrada em outros 12 países, incluindo o Brasil.As vítimas tinham idades entre dois meses e 17 anos. Muitas das crianças resgatadas haviam sofrido vários níveis de abuso, negligência, exploração ou exposição a outras atividades criminosas, incluindo o tráfico de pessoas.Crianças BacabalO governador do Maranhão, Carlos Brandão, informou que as crianças Ágatha, de 6 anos e Allan, de 4, desaparecidas em Bacabal (MA), estão na lista da Interpol “há meses”. A declaração, feita nesta quarta-feira (9/9), ocorre após a defesa de Clarice, mãe dos irmãos, informar que a polícia internacional investiga o caso.Segundo Brandão, o fato de a Interpol investigar o caso não é uma novidade. Ele assegura que as forças de segurança do estado seguem com diligências desde o desaparecimento das crianças.O caso de Bacabal veio à tona novamente devido a uma declaração da advogada Nathaly Moraes sobre a hipótese de Ágatha e Allan estarem entre as 163 crianças resgatadas no fim de agosto nos Estados Unidos.No entanto, após a repercussão nas mídias sociais, a advogada recuou e disse que não havia “indicios” de Ágatha e Allan estarem entre as crianças salvas. Ela informou que Clarice se reúne nesta quarta com agentes da Interpol, na capital do Maranhão, São Luís.







