Cerca de 36 trabalhadores terceirizados que fazem a limpeza do Metrô-DF estão sem receber o salário que deveria ter sido pago em 4 de setembro. Os funcionários relatam que os pagamentos da empresa responsável pelo serviço costumam atrasar desde dezembro do ano passado, e o caso é investigado pelo Ministério Público do Trabalho (MPT). Leia também Distrito FederalMetroviários do DF aprovam greve da categoria a partir de 1º de setembro Distrito FederalGDF desmente fake news sobre suposto atraso de salários de servidores Os trabalhadores são contratados pela CRA Construções e Comércio EIRELI e atuam na limpeza de trens, viaturas e instalações do Pátio Águas Claras. A empresa assumiu o contrato no local em 26 de dezembro de 2025.Segundo o advogado Renato Mourão, que representa um dos trabalhadores, os atrasos ocorrem com frequência e o período de espera varia de um mês para outro.“Depende do mês. Tem meses que atrasa uma semana, noutros atrasa quatro dias. Já chegou a atrasar quase 10 dias. Não há um padrão, mas uma coisa é certa: sempre atrasa. E são R$ 1.860 reais no valor bruto, imagine o líquido”, detalha.A CRA Construções e Comércio EIRELI foi procurada para informar o motivo do atraso e a previsão de pagamento. O Metrô-DF também foi questionado sobre o acompanhamento do contrato e as denúncias levadas ao MPT. O espaço permanece aberto para manifestação.FGTS e 13º salárioAlém dos atrasos nos salários, os trabalhadores relatam problemas nos depósitos do Fundo de Garantia do Tempo de Serviço (FGTS). Segundo o advogado Renato Mourão, também houve atrasos no pagamento do 13º salário em dezembro do ano passado.“Quando o salário atrasa, não atrasa apenas um lançamento bancário: atrasa a vida de uma família inteira. Os trabalhadores são pessoas humildes, que têm medo de sofrer represálias caso fossem identificados como responsáveis pelas denúncias”, concluiu o advogado.A situação chegou ao MPT em 12 de agosto, quando Mourão apresentou uma manifestação em nome de um dos trabalhadores. A apuração sobre possíveis irregularidades envolvendo empresas terceirizadas que prestam serviços ao Metrô-DF já havia sido aberta pelo órgão em maio.A investigação é conduzida pela Procuradoria Regional do Trabalho da 10ª Região e teve o prazo prorrogado em setembro.







