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‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco
‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Gerando resumo

‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco
‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Uma das casas de apostas que investiu alto no futebol brasileiro, a Sportingbet ainda dimensiona os impactos da medida provisória assinada pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva na última sexta-feira que baniu toda a operação das casas de apostas no País.

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Patrocinadora master de Palmeiras e Vasco, a empresa tem conversado com os clubes diariamente para avaliar o futuro dos acordos comerciais, conforme disse Antonio Forjaz, executivo responsável pela operação da casa de aposta na América Latina.

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‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco · Imagem: Source: www.estadao.com.br

“Falamos logo na sexta e sábado com os clubes, hoje outra vez e nesta semana com certeza continuaremos a falar com para ver como podemos chegar a um lugar que faça sentido para todos”, afirma Forjaz em entrevista ao Estadão.

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Vitor Roque, atacante do Palmeiras, que ficará sem patrocínio master da Sportingbet após banimento das bets no Brasil Foto: Cesar Greco/Palmeiras

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“Não temos decisões tomadas ainda. Não sabemos exatamente o que vai acontecer”, acrescenta ele.

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A Sportingbet e todas as outras operadoras terão até dia 5 de outubro para remover todas as ações de publicidade e devem tirar do ar seus sites e aplicativos até o dia 6, conforme o cronograma definido pelo governo.

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‘Não sabemos o que vai acontecer’, diz executivo da Sportingbet sobre patrocínio a Palmeiras e Vasco · Imagem: Source: www.estadao.com.br

Em 2025, as bets despejaram mais de R$ 1 bilhão nos contratos de patrocínio com os times do Brasileirão. O impacto no futebol brasileiro será profundo, na visão de Forjaz, porque o investimento das bets extrapola as camisas dos times. Elas estão em naming rights de competições, publicidade em placas de LED nos estádios e investimentos expressivos nos direitos de transmissão em mídia, recursos que irrigam indiretamente o orçamento das agremiações.

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“Seria ingênuo acreditar que o dinheiro não tem um impacto na qualidade do jogo. Os melhores clubes de futebol do mundo são os que têm mais capital para poderem gerar”, opina.

“Se formos olhar para quanto o setor paga por patrocínios de mídia, acordos publicitários de todos os detentores de direitos, acredito que tudo isso acumulado acaba por ter um impacto provavelmente maior do que apenas o patrocínio direto ao clube”.

Forjaz expressou surpresa com a decisão do governo e destacou a incerteza jurídica que paira sobre contratos com clubes de futebol e outros parceiros comerciais.

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“O trabalho de fazer um bom contrato é realmente tentar se proteger contra eventualidades como essas. É óbvio que tudo vai andar muito rápido e tem que ser decisões que a gente toma, porque hoje estamos sem patrocínio e os nossos ativos hoje não não existem”, diz.

Se a gente paga um patrocínio para ter o nome na camisa e agora a camisa não pode ter nome, o patrocínio deixa de ter valor para nós. Temos que entender como vamos reagir, mas, acima de tudo, a gente entende que o Brasil é um mercado de longo prazo.

Antonio Forjaz, head da Sportingbet na América Latina

Dona do terceiro maior contrato de patrocínio da Série A, a Sportingbet pagou ao Palmeiras R$ 120 milhões em 2025. O contrato prevê R$ 100 milhões anuais fixos e mais bônus que podem chegar a R$ 70 milhões.

Antonio Forjaz, executivo responsável pela Sportingbet na América Latina Foto: Divulgação/Sportingbet

“Obviamente que os patrocínios e as nossas parcerias com os clubes estão no topo da nossa lista das coisas que a gente quer preservar”, admite o chefe da operação brasileira e latino-americana da plataforma.

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O patrocínio da casa de aposta representou 6,9% da arrecadação anual do Palmeiras em 2025. O clube teve R$ 1,7 bilhão de receita bruta em 2025, o maior valor de sua história.

A Sportingbet assinou acordo de patrocínio com o Palmeiras em janeiro de 2025, quando passou a substituir a Crefisa, empresa da presidente Leila Pereira que pagava R$ 80 milhões anuais.

A casa de aposta exibe sua marca na camisa do Vasco desde julho deste ano em acordo com validade até dezembro de 2027 e que vinha rendendo R$ 40 milhões fixos ao time carioca por ano. Forjaz ponderou que a capacidade de manutenção desses vínculos dependerá do tempo em que a proibição se prolongar.

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Dependendo do tempo que isto se prolonga, não sei quais são as outras coisas que a gente não consiga preservar e manter durante muito tempo, porque é realmente uma pirâmide muito grande de patrocínios, de pessoas, de empregos. São decisões complexas para as quais a gente ainda não tem uma definição perfeita

Antonio Forjaz, executivo da Sportingbet

A empresa também tem parceria comercial com Conmebol, NBA no Brasil e patrocina as transmissões de futebol e basquete na Amazon Prime Video.

O executivo falou sobre a busca de caminhos legais para que a empresa retome as atividades no País. Ele tem esperança de que a MP seja derrubada.

“A gente entende que esses patrocínios com os clubes são parcerias de longo prazo e não queremos fazer nada precipitado. Acreditamos que ainda existem caminhos para eventualmente reverter em algum nível esse cenário atual”.

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A MP precisa ser votada em até 120 dias para não perder a validade. Enquanto isso, associações que representam o mercado de apostas têm conversado com parlamentares e foram à Justiça para reverter a decisão.

A empresa era uma das mais de 80 que pagaram R$ 30 milhões pela outorga, uma espécie de licença para operar no País, ao governo federal.

Os montantes pagos, entretanto, podem não ser ressarcidos. A Associação Nacional de Jogos e Loterias (ANJL) e o Instituto Brasileiro de Jogo Responsável (IBJR) questionam a mudança abrupta das regras, logo depois que as empresas do setor se adaptaram às exigências de funcionamento impostas pelo próprio Executivo. As duas associações acionaram na última segunda-feira o Supremo Tribunal Federal (STF) para tentar derrubar a medida provisória.

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Forjaz defende que a regulamentação brasileira era avançada e, como muitos executivos do setor, considera que os apostadores vão migrar para o mercado ilegal.

“Meu entendimento é que a regulamentação foi altamente bem-sucedida”, acredita. “Vim de outro setor, era novo nessa indústria. Lembro de a regulamentação brasileira ser altamente elogiada por todo o mundo, como sendo uma das regulamentações mais bem-feitas de partida. Nunca uma regulamentação vai ser perfeita de início, porque é preciso ser posta em prática para depois ir continuando a evoluir. Mas houve inovações que o Brasil foi o primeiro a fazer, como a validação de identidade com biometria”.

Cronograma estabelecido pelo governo após banimento das bets

- Até 5 de outubro (segunda-feira), 23h59: prazo para retirada voluntária dos valores pelos apostadores;

- A partir de 6 de outubro (terça-feira): os sites e aplicativos de apostas saem do ar;

- Entre os dias 7 e 8 de outubro: as bets devem informar às instituições financeiras os saldos remanescentes, discriminados por CPF;

- De 9 a 14 de outubro: prazo para devolução dos saldos aos apostadores pelos bancos;

- A partir de 14 de outubro: havendo obstáculo que impeçam os bancos de devolver os valores, a Caixa Econômica Federal recebe os recursos e providencia a devolução aos apostadores.

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