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O presidente do STF, Edson Fachin, no gabinete da ministra Cármen Lúcia nesta quinta-feira, dia 10/9 — Foto: Brenno Carvalho
Com o Supremo Tribunal Federal conflagrado a respeito da sessão que vai decidir sobre a abertura de um inquérito para investigar a relação de Alexandre de Moraes e Daniel Vorcaro, um voto em especial se tornou alvo de um cabo de guerra: o da ministra Cármen Lúcia. Considerada peça-chave na definição do resultado do julgamento, ela vem sofrendo pressão de todos os lados.
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Nos últimos dias, a ministra foi procurada tanto por integrantes do do grupo de Moraes como de aliados de Mendonça, além de advogados e juristas ligados à oposição e alguns ex-ministros do Supremo – todos tentando saber o que ela pretende fazer e influenciar sua decisão.
Naturalmente reservada, a ministra tem evitado atender telefonemas. Mas, segundo a equipe da coluna apurou com algumas pessoas com quem ela conversou nos últimos dias, Cármen Lúcia tem dito que vai “fazer a coisa certa” e que não vai ceder a pressões.
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Essas pessoas dizem que ela passou o final de semana estudando o processo e construindo um argumento técnico para justificar seu voto.
No mapeamento dos ministros, Cármen aparece como fiel da balança. Caso Moraes e Dias Toffoli não votem – o que é esperado, uma vez que um é objeto da investigação e o outro tem se declarado impedido –, o placar ficaria em 4 a 3 pela abertura do inquérito.
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Por essa conta, os quatro a favor da abertura de uma investigação seriam do próprio André Mendonça (que terá legitimidade do voto questionada por Moraes), além de Luiz Fux, Kassio Nunes Marques e Edson Fachin. Do lado de Moraes ficariam Cristiano Zanin, Flavio Dino e Gilmar Mendes. Nesse contexto, o voto de Cármen poderia fazer a diferença.
Na avaliação dos aliados de Moraes e Mendonça, ela seria mais suscetível à pressão da opinião pública.
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Daí porque, ao longo da semana passada, o grupo de Moraes desencadeou uma ofensiva para impedir que a sessão do plenário fosse aberta e com transmissão pública, mas não conseguiram convencer Edson Fachin e agora pretendem levantar essa questão de ordem com a sessão já aberta. Na avaliação deles, seria mais fácil fazer a ministra a apoiar Moraes se a sessão for fechada ao público.
Ao que tudo indica, o grupo também ainda não sensibilizou Cármen Lúcia, porque ela já indicou tanto ao presidente do STF como a alguns colegas que não aprova sessão fechada.
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