O primeiro-ministro da França, Sebastien Lecornu, condenou, nesta terça-feira (6/10), a violência registrada durante os protestos estudantis que se espalharam pelo país e atingiram escolas de ensino médio.Em sessão de perguntas e respostas na Assembleia Nacional, o premiê afirmou que 215 alunos e 85 funcionários ficaram feridos na recente onda de confrontos.Segundo Lecornu, trata-se do maior número de vítimas em décadas entre funcionários públicos do sistema nacional de educação. A declaração ocorreu enquanto manifestações eram realizadas em diferentes cidades francesas e a polícia utilizava gás lacrimogêneo para dispersar participantes.O primeiro-ministro também saiu em defesa das forças de segurança e rejeitou acusações de uso deliberado de força excessiva e racismo por parte dos policiais. Segundo ele, há “mentiras” sendo disseminadas sobre a atuação dos agentes.A resposta do governo ocorre em meio a críticas de estudantes, associações de pais e grupos de defesa dos direitos humanos, que acusam as autoridades de utilizar força desproporcional contra menores de idade.3 imagensFechar modal.1 de 3Protestos estudantis ocorrem em toda a França nesta terçaJerome Gilles/NurPhoto via Getty Images2 de 3Tom Nicholson/Getty Images3 de 3França tem maior dia de protestos de estudantes e professoresReprodução/XComo os protestos começaram?A onda de manifestações começou em 21 de setembro, em uma escola de ensino médio na região metropolitana de Paris.Estudantes se juntaram a professores em uma mobilização contra a falta de funcionários e de recursos para manter as atividades da instituição.A escola recebeu profissionais adicionais e a greve dos professores terminou.Nos dias seguintes, estudantes passaram a bloquear escolas e organizar manifestações.O movimento também registrou incêndios de lixeiras, barricadas e confrontos com policiais.Mais de 100 escolas tiveram algum tipo de dano desde o início dos protestos.As manifestações são motivadas principalmente por problemas estruturais no sistema educacional francês.Estudantes e professores reclamam da falta de profissionais, da superlotação e da infraestrutura insuficiente.As escolas de ensino médio têm atualmente menos professores do que em 2008, apesar de 250 mil alunos a mais.No ensino público, 70% das salas têm mais de 30 estudantes. Leia também MundoEntenda por que grandes protestos estudantis tomaram conta da França MundoTrump relaciona protestos na França a migrações e à “dominação do Islã” MundoOnda de protestos fecha mais de 800 escolas e provoca confrontos na França Ao defender a atuação da polícia, o governo francês afirmou que os protestos deixaram de ser exclusivamente estudantis e passaram a envolver episódios de violência urbana. As autoridades também sustentam que os atos foram infiltrados por “pessoas de fora” do movimento estudantil, responsáveis por parte dos confrontos e danos registrados durante as manifestações.A avaliação é contestada por estudantes e organizações de direitos humanos, que questionam a dimensão da resposta policial e denunciam o uso excessivo da força.O debate ganhou ainda mais força após registros de confrontos entre policiais e manifestantes, incluindo o uso de gás lacrimogêneo para dispersar grupos durante os atos desta terça-feira.Apesar do discurso mais duro de Lecornu sobre a violência, o governo também reconheceu a existência de problemas nas escolas.O ministro da Educação, Édouard Geffray, afirmou que o sistema precisa de mudanças, especialmente no ensino médio.“De forma simples e muito clara: hoje, precisamos fazer mais e melhor”, declarou.

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Imagem colorida do novo premiê da França, Sébastien Lecornu - Metrópoles · Imagem: Tom Nicholson/Getty Images
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Primeiro-ministro da França condena violência em protestos estudantis - destaque galeria · Imagem: Source: www.metropoles.com
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Primeiro-ministro da França condena violência em protestos estudantis - imagem 2 · Imagem: Source: www.metropoles.com
França tem maior dia de protestos de estudantes e professores
França tem maior dia de protestos de estudantes e professores · Imagem: Source: www.metropoles.com
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Primeiro-ministro da França condena violência em protestos estudantis
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