O partido Rússia Unida, do presidente Vladimir Putin, lidera as eleições legislativas da Rússia com 57,54% dos votos, segundo resultados preliminares da Comissão Eleitoral Central do país, divulgados pela Reuters neste domingo (20).

A votação encerrou neste domingo (20), às 15h no horário de Brasília —21h no fuso local. O percentual foi registrado após a apuração de quase 14% dos votos.
Partido do presidente Vladimir Putin lidera as eleições legislativas da Rússia. — Foto: EPA/BBC
A participação eleitoral ultrapassou 56%, também de acordo com dados divulgados pela Comissão Eleitoral Central.
A eleição vai renovar as 450 cadeiras da Duma, a câmara baixa do Parlamento russo. O resultado parcial coloca a legenda governista à frente na disputa.
Poucos na Rússia duvidam da vitória do partido de Putin, que votou eletronicamente nesta sexta-feira (18), segundo imagens da televisão pública do país. Ele governa o país desde a véspera do Ano Novo de 1999 e seu partido domina a política do país desde o início dos anos 2000.
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O presidente russo tratou a votação como um teste do apoio da população à guerra na Ucrânia. O pleito ocorre após mais de quatro anos de conflito e em um ambiente político marcado por fortes restrições à oposição.
Críticos do Kremlin afirmam que o sistema político russo não permite dissidência significativa. O governo, por sua vez, argumenta que a unidade nacional e determinadas medidas de censura são necessárias durante o conflito, que Moscou chama de “operação militar especial”.
Oposição à guerra fora da disputa
O partido Rússia Unida enfrenta apenas legendas que apoiam a maioria das políticas de Putin e a guerra na Ucrânia: o Partido Comunista, o nacionalista LDPR, Rússia Justa e o liberal Gente Nova.
O partido Yabloko, que pede o fim da guerra, foi excluído da disputa pouco antes da votação. Um de seus principais dirigentes, Lev Shlosberg, foi preso por criticar o conflito.
Em um breve discurso exibido na televisão na noite de quarta-feira, Putin conclamou os cidadãos a votar para mostrar às tropas que "por trás de nossos combatentes há milhões de pessoas" e para dar uma "resposta conjunta àqueles que querem enfraquecer a Rússia".

