O delegado Rivaldo Barbosa, ex-chefe da Polícia Civil do Rio de Janeiro, contestou nesta quarta-feira (9) as acusações feitas pelo ex-policial militar Ronnie Lessa durante audiência. Rivaldo é réu na Ação Penal 2.851, que apura suspeitas de corrupção e obstrução relacionadas às investigações sobre os assassinatos da vereadora Marielle Franco e do motorista Anderson Gomes.Durante o depoimento, Rivaldo afirmou que Lessa “não tem compromisso com a verdade” e questionou a versão apresentada pelo colaborador. “Não podemos esquecer que Ronnie Lessa foi preso por quem ele acusa”, disse.O delegado também negou ter participado de qualquer tentativa de atrapalhar as investigações sobre o caso Marielle. Segundo ele, uma análise das datas dos homicídios e de suas lotações na Polícia Civil demonstraria que nenhum dos crimes ocorreu quando era titular da Delegacia de Homicídios.“Se fizer o gotejamento, vai ver que nenhum dos homicídios ocorreu quando eu era titular da Delegacia de Homicídios”, afirmou.Rivaldo também denunciou supostos abusos durante uma operação de busca e apreensão em sua residência. Segundo ele, sua esposa e sua filha foram submetidas a uma situação constrangedora durante a diligência. O delegado pediu que o relato fosse encaminhado ao Grupo de Atuação Especial de Combate ao Crime Organizado (Gaeco).Ele afirmou ainda que colaborou com as autoridades e entregou as senhas de equipamentos apreendidos. “Eu sempre colaborei”, declarou.Ronnie Lessa, condenado pelo assassinato de Marielle e Anderson, apontou em sua delação a participação de Rivaldo no esquema que teria permitido o planejamento do crime e a posterior obstrução das investigações.Rivaldo afirmou que pretende demonstrar que as declarações do ex-PM são falsas e questionou o uso da colaboração como elemento da acusação. “Eu já fui virado de cabeça para baixo e não acharam nada”, disse.A audiência também abordou a relação entre Rivaldo e o delegado Giniton Lages, que também é réu na ação penal. O processo, relatado pelo ministro Alexandre de Moraes, envolve ainda Marco Antonio de Barros Pinto e apura suspeitas de obstrução das investigações sobre as mortes de Marielle e Anderson.Nesta etapa, estão sendo ouvidas testemunhas de defesa. O general Richard Nunes, que era secretário de Segurança Pública durante a intervenção federal no Rio em 2018, também prestou depoimento. Ele foi responsável pela escolha de Rivaldo para comandar a Polícia Civil.Ao final, Rivaldo pediu Justiça ao STF. “Eu suplico por justiça”, declarou.Fique por dentro das principais notícias do dia no Brasil e no mundo. Siga o canal do R7, o portal de notícias da RECORD, no WhatsApp









