Escutar as pessoas. Uma lição que Tati Oliva aprendeu cedo com o pai vendedor. “Eu acho que eu aprendi a vender porque [...] ficava olhando ele vender e eu falava: ‘Gente! Isso é uma arte’”. Foi a partir dos ensinamentos dele que a menina aprendeu a conhecer o cliente e o que ele precisa. Hoje é CEO de uma empresa especializada em estabelecer conexões e coloca as lições do pai à prova.“Escutar cria relações que ficam para sempre e não têm nada a ver com amizade. [...] Eu falo que networking é dar resultado. [...] É fazer parceria”, afirmou Tati ao ser entrevistada por Fabi Saad no Mulheres Positivas desta semana. Durante a conversa, a fundadora da Cross Networking e especialista em relacionamento revelou quais são os segredos para construir conexões efetivas.Dentre eles, em vez de optar por uma abordagem que — nas palavras de Tati — “dê tiros para todos os lados”, é essencial que o profissional entenda o que ele tem a oferecer e o que os possíveis contatos poderiam proporcionar. “Se você vai a um evento para fazer networking, você tem que saber o que você quer daquele evento. [...] Por que você está indo lá? Senão é perda de tempo”.Saber quem você é, o que deseja e o que está disposto a dar para isso é o primeiro passo antes de começar a estabelecer contatos. Uma vez definido, ele deve ser aplicado às conexões e clientes, analisou a CEO: “Eu falo que informação é oportunidade de negócio. [...] Todo mundo se veste, todo mundo come, todo mundo usa carro. Então, quando você tem informação de quem está ali na sua frente, as coisas mudam”. A partir de então, as relações podem até se formar, mas trabalho ainda é necessário para fortalecê-las. Tati enxerga até mesmo as interações com a família e amigos como negociações e usou essa característica para expor um exemplo prático do que é uma parceria capaz de gerar resultados benéficos aos envolvidos.“Quantas vezes eu não fui socorrida por mãe de amiguinha das minhas filhas para poder trazer minhas filhas de volta para casa, porque eu estava numa reunião atrasada e não ia conseguir chegar. E nessa eu ficava devendo para ela também. Então a gente se relacionava porque tínhamos ali uma dor em conjunto”, exemplificou a profissional, que acredita que a falta desse ideal de parceria é um dos grandes defeitos na sociedade atualmente.“Acho que, se a gente vivesse em um país mais parceiro, de repente não estaríamos com todos esses problemas que temos hoje. Não é sobre a minha pessoa, é sobre a nossa”. Esse mesmo propósito de criar pontes entre as pessoas é o que guia Tati e a faz seguir os próprios ideais: “Teve muitas vezes [...] que eu sabia que eu entreguei algo em que eu não acreditava. [...] Eu não vendo o que eu não compro, de jeito nenhum”. Autora de três livros, Tati fez questão de deixar este ensinamento para outras mulheres e declarou no novo livro que escreveu: “Quando somos guiadas pelo propósito, é muito mais difícil nos deixar corromper”. Foi a paixão por escutar que levou a CEO até onde ela está hoje; uma posição na qual ela reconhece que esse mesmo afeto por uma missão pode abrir caminhos inesperados: “Sempre tem uma necessidade para aquilo que você sabe fazer”. Assista à entrevista completa:Análises, entrevistas e as notícias do Brasil e do mundo estão na RECORD NEWS. Acesse o site aqui e confira os principais conteúdos em texto e vídeo!


















