Belo Horizonte – O sistema instalado recentemente pela Companhia de Saneamento de Minas Gerais (Copasa) para combater o mau cheiro na região da Lagoa da Pampulha, em Belo Horizonte, foi alvo de vandalismo e furto. O sistema anti-odor recebeu investimento de aproximadamente R$ 240 mil e havia sido instalado em uma unidade conhecida como caixa de manobras, próxima ao Aeroporto da Pampulha.A depredação foi descoberta durante uma vistoria de rotina realizada por equipes da companhia nesta terça-feira (8/9). Parte do material elétrico foi levado e outras estruturas do equipamento foram danificadas. Com os estragos, o sistema deixou de funcionar completamente.A Copasa registrou um boletim de ocorrência e acionou as forças de segurança para acompanharem o caso.3 imagensFechar modal.1 de 3A Copasa registrou um boletim de ocorrência e acionou as forças de segurança para acompanhar o caso.Copasa/Divulgação2 de 3O sistema anti-odor recebeu investimento de aproximadamente R$ 240 mil e havia sido instalado recentementeCopasa/Divulgação3 de 3Equipamento de R$ 240 mil teve fiação furtada e instalações destruídas; Copasa prevê até um mês para concluir o reparoCopasa/DivulgaçãoSistema funcionava como um filtroA unidade instalada na região da Pampulha recebe o esgoto coletado nas bacias da Lagoa da Pampulha e em parte de Contagem. Cerca de 1,2 mil litros de efluentes passam pelo ponto a cada segundo antes de serem encaminhados para tratamento na Estação de Tratamento de Esgoto (ETE) Onça.A mudança brusca no fluxo do esgoto pode provocar a liberação de gases responsáveis pelo mau cheiro, entre eles o gás sulfídrico. O equipamento destruído atuava como uma espécie de filtro, reduzindo a concentração desses gases antes que eles se espalhassem pela região.Copasa promete reparoA presidente da Copasa, Marília Carvalho de Melo, esteve no local para avaliar os danos. Ela foi acompanhada por representantes da Polícia Civil, Polícia Militar e Guarda Municipal.Estação da Copasa trata mais de 70% da água lançada na Lagoa da PampulhaSegundo a presidente, a companhia vai adotar as medidas necessárias para tentar responsabilizar os envolvidos.“É um ato de vandalismo, de depredação de um investimento relevante para a cidade de Belo Horizonte, considerando o problema recorrente que nós temos de odor na Lagoa da Pampulha”, afirmou Marília. Leia também Minas GeraisCopasa normaliza abastecimento após problemas em adutoras na Grande BH Minas GeraisVazamentos em série expõem perda de pessoal na Copasa, diz sindicato Minas GeraisCopasa coloca nova adutora e água retorna a bairros da Região Oeste de BH Minas GeraisVazamento da Copasa abre cratera e provoca enxurrada no Barreiro, em BH A companhia informou que vai providenciar o reparo do sistema. Como o equipamento é especializado e os danos foram considerados extensos, a previsão é de que o serviço leve cerca de um mês.Além do conserto, a Copasa também pretende instalar câmeras de segurança para reforçar o monitoramento da área e evitar novos atos de vandalismo.A implantação do sistema faz parte de um compromisso firmado entre a Copasa e a Prefeitura de Belo Horizonte para reduzir o impacto do mau cheiro associado à unidade de esgoto instalada na região da Pampulha.












