Lucas Pasin

Viviane Batidão falou sobre a responsabilidade de apresentar ritmos do Pará no festival e antecipou como será a apresentação

Kaique Corrêa, Lucas Pasin

09/09/2026 16:36, atualizado 09/09/2026 16:43

Alle Peixoto

Convidada para subir ao palco com Joelma, Viviane Batidão levará a música paraense ao Rock in Rio. A apresentação acontecerá no Palco Sunset, no dia 13 de setembro, e promete impulsionar a cultura nortista pelo festival.

Em entrevista exclusiva à esta coluna do Metrópoles, a cantora contou que encara a apresentação como uma oportunidade de mostrar ao restante do Brasil a própria trajetória e a força de ritmos que ainda enfrentam preconceito fora da Região Norte.
“É uma responsabilidade contar uma história, porque estou contando a minha história dentro de poucos minutos, mas são minutos importantíssimos. O Brasil ainda conhece pouco a música da nossa região”, afirmou.
Com diversos sucessos no Pará, Viviane Batidão precisou selecionar as canções que melhor traduzem as diferentes fases da carreira. “Tive que fazer essa mesclagem: início, meio e nova era. O que representa aquela Viviane Batidão e o que representa esta Viviane de agora”, explicou.
A responsabilidade, segundo ela, aumenta por dividir o palco com Joelma e se apresentar acompanhada pela banda da artista. Apesar disso, Viviane contou que recebeu liberdade para imprimir a própria identidade no espetáculo.
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“Vou ter uma identidade visual minha e também vai ter pirotecnia. Eles foram muito gente fina. É um processo de muita responsabilidade, mas muito gostoso de fazer”, adiantou.
Tecnomelody no Rock in Rio
Para Viviane Batidão, a presença do tecnomelody no Palco Sunset mostra que a música produzida no Pará começa a alcançar novos espaços no país.
“Eu nunca imaginei que fosse cantar tecnomelody no Rock in Rio, no Palco Sunset. Para mim, era algo surreal. Hoje posso dizer que sonhos se realizam e que, às vezes, aquilo que parece inalcançável você consegue tocar”, declarou.
Além do tecnomelody, a cantora pretende apresentar o Rock Doido, ritmo que nasceu nas aparelhagens e do qual se tornou uma das principais defensoras. Viviane explicou que o estilo é uma vertente do gênero, que, por sua vez, deriva do brega.
“O Rock Doido é muito atual. Como banda, fui a primeira a defender essa bandeira. Ele era muito das aparelhagens e dos DJs”, contou.
A cantora também recordou que o Rock Doido já foi marginalizado e enfrentou resistência por causa de sua ligação com as aparelhagens. Para romper essa barreira, ela criou, entre 2021 e 2022, o projeto Rock da Rainha, inteiramente dedicado ao ritmo.
“As pessoas discriminavam, era marginalizado por ser muito de aparelhagem. Existia esse preconceito de que não seria legal misturar o som da banda com o Rock Doido”, relembrou.
Do estande ao Palco Sunset
Viviane contou que esta não será sua primeira passagem pela Cidade do Rock. Em 2019, ela se apresentou em uma ação de uma marca, dentro de um pequeno estande.
“Acho que o espaço não cabia nem 20 pessoas, era um negócio bem pequenininho. Eu já superamei e me senti muito realizada. Imagina agora, com esse convite oficial do Rock in Rio e da Joelma para o Palco Sunset, um dos mais importantes da Cidade do Rock”, comparou.
A artista celebrou a oportunidade de apresentar o tecnomelody a um público maior. “Fiquei muito feliz e grata por poder levar essa música eletrônica da Amazônia. É uma participação, não é meu show completo. O show é da Joelma, da nossa rainha, e posso adiantar que ela vai apresentar um espetáculo”, afirmou.
Viviane acompanhou parte dos ensaios e garantiu que aproveitará cada segundo no palco. “São poucos minutos, mas vou fazer um compacto da Viviane Batidão e a galera vai endoidar”, prometeu.
Um resumo da carreira no Palco Sunset
Com diversos sucessos na Região Norte, Viviane precisou selecionar as músicas que melhor representam as diferentes fases de sua trajetória. “É uma responsabilidade contar uma história, porque estou contando a minha história dentro de poucos minutos. O Brasil ainda conhece pouco a música da nossa região”, analisou.
A cantora explicou que buscou construir uma apresentação capaz de conectar o passado e o presente de sua carreira. “Tive que fazer essa mesclagem: início, meio e nova era. O que representa aquela Viviane Batidão e o que representa esta Viviane de agora”, contou.
A responsabilidade, segundo ela, aumenta por se apresentar acompanhada pela banda de Joelma. Apesar disso, Viviane recebeu liberdade para imprimir sua identidade no espetáculo.
“Eu não vou estar com a minha banda, vou estar com a banda dela. É mais responsabilidade ainda. Mas eles me deixaram muito à vontade. Vou ter uma identidade visual minha e também vai ter pirotecnia. É um processo de muita responsabilidade, mas muito gostoso de fazer”, destacou Viviane Batidão.
Troca de figurino, dança e pirotecnia
Viviane também revelou o que o público pode esperar de sua participação. Mesmo com pouco tempo disponível, ela decidiu reunir diferentes elementos que marcam seus shows.
“Acho que vou surpreender vocês, porque são poucos minutos, mas será muito completo. Figurino, transição de figurino, dançarinos, telão, pirotecnia, tecnomelody, melody e Rock Doido. Está tudo juntinho. Não sei como consegui fazer isso, mas vai ter tudo”, adiantou.
Para entregar a energia esperada pelo público, a cantora intensificou a preparação física e vocal. “Ensaio com os dançarinos, canto enquanto danço e subo em uma esteira cantando. Preciso entrar nesses poucos minutos já entregando essa potência”, explicou.
A diferença de temperatura entre o Pará e o Rio de Janeiro também entrou no planejamento. “Eu sou do Norte, daquele calor, calor, calor. Vou estar lá atrás, nos bastidores, pulando e dando cambalhota para entrar com a energia que as pessoas esperam de mim”, brincou.
“Está sendo uma preparação bem intensa para honrar esse convite, fazer bonito e entregar voz, dança, coreografia e visuais. Todo mundo pergunta: ‘Vivi, vai ter isso? Vai ter aquilo?’. Calma, vai ter”, completou.
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Viviane Batidão
Reprodução/Instagran
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