CRISE NO TIMÃO: QUANTOS “NÃOS” O CORINTHIANS OUVIU ANTES DE ANUNCIAR O SEEDORF?

Na estreia da coluna “Último Lance”, a jornalista esportiva Isabela Labate comentou a chegada do holandês Clarence Seedorf para comandar o Corinthians e o fato.

Confira o resumo que a LE.IA, a IA do Estadão, fez pra você

O Corinthians enfrenta dificuldades financeiras, com atraso no pagamento de R$ 8 milhões à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), parte de um acordo de R$ 76,9 milhões. O clube, liderado por Osmar Stabile, já havia atrasado outra parcela em julho. O Cuiabá, um dos credores, solicita a extensão do transfer ban até o final do ano devido ao novo atraso. O Corinthians afirma estar buscando soluções, mas não estipulou prazos. A CNRD exige mudança de postura do clube para suspender sanções futuras.

O Corinthians não estabeleceu prazo para pagar a parcela atrasada de R$ 8 milhões referente ao acordo vigente na Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD), órgão vinculado à CBF. O vencimento se deu na segunda-feira, 19, conforme informado inicialmente pelo GE.

Em julho, a diretoria corintiana, liderada por Osmar Stabile, já havia atrasado outra parcela da CNRD, não quitada até o momento. Um dos credores no plano de pagamento, o Cuiabá pede que o transfer ban aplicado ao clube alvinegro, válido até o final do ano, seja ampliado por mais seis meses por causa do novo atraso.

Gestão de Osmar Stabile, presidente do Corinthians, não tem conseguido honrar compromissos. Foto: Taba Benedicto/ Estadão

PUBLICIDADE

“O Sport Club Corinthians Paulista informa que está ciente da situação envolvendo o acordo firmado junto à Câmara Nacional de Resolução de Disputas (CNRD) e segue trabalhando para regularizar a questão. O Clube tem se empenhado na busca de soluções que permitam o cumprimento de suas obrigações financeiras, dentro do processo de reestruturação atualmente conduzido pela direção”, informou o Corinthians, em nota, sem estabelecer prazos.

O plano de pagamento coletivo que vem sendo descumprido pelos corintianos envolve aproximadamente R$ 76,9 milhões, divididos em 24 parcelas trimestrais ao longo de seis anos.
A CNRD demonstrou rigidez em um despacho de 22 de dezembro de 2025, quando o painel julgador decidiu manter temporariamente a proibição de registros por seis meses mesmo após o clube quitar débitos atrasados. Naquela ocasião, o tribunal destacou que o Corinthians havia pago todas as parcelas vencidas somente após após a pressão dos credores.
Por conta do histórico negativo, a suspensão da sanção foi estritamente condicionada a uma “mudança real de postura” do clube, que deveria demonstrar “respeito aos prazos, aos credores e ao CNRD”.
Vale ler também
Corrida para todos
Corre com Lula explode no Brasil
Mauro Beting
Clubes não devem ser confundidos com quem (des)manda
Paulo Caravina
Andreas Pereira foi expulso após chutar uma bola na outra, mas jogo deveria ter sido paralisado?
Publicidade


