A Comissão Parlamentar de Inquérito (CPI) do Metanol, realizada na Câmara Municipal de São Paulo, propõe que a adulteração de bebidas alcoólicas com metanol ou outras substâncias tóxicas passe a ser considerado crime hediondo. O vereador Adrilles Jorge (União Brasil), participante da comissão, também sugere responsabilização aos comerciantes que comprarem os produtos sem nota fiscal.Instaurada em outubro do ano passado, a CPI concluiu que os casos de intoxicação pelo material não tiveram origem na indústria formal de produção, mas sim em um esquema clandestino de falsificação e distribuição das bebidas.De acordo com dados da Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo, a capital paulista registrou 54 casos confirmados de intoxicação e doze mortes até novembro do ano passado. Leia também São PauloJovem de 22 anos morre 10 meses após intoxicação por metanol em SP São PauloMetanol: homem na Grande SP se torna 54º caso de intoxicação no estado São PauloCPI do Metanol ouve sócio de bar investigado por bebida adulterada São PauloO que dono de bar investigado nos Jardins disse à CPI do Metanol A compra de bebidas sem nota fiscal também foi apontada como um problema. Para a comissão, bares, adegas e distribuidores que compram produtos sem comprovação de origem devem ser responsabilizados quando houver irregularidades.“Não adianta combater apenas quem enche uma garrafa com produto falsificado. É preciso responsabilizar, também, quem compra sem nota fiscal e sem saber de onde vem aquilo que oferece ao consumidor.”, enfatizou Adrilles.O relatório final será encaminhado à Polícia Civil e ao Ministério Público de São Paulo para auxiliar nas investigações sobre os casos de intoxicação.








