O jovem Sol pode ter engolido uma super-Terra nos primeiros tempos do Sistema Solar. Um estudo sugere que um planeta rochoso com cinco a dez vezes a massa da Terra teria deixado marcas químicas capazes de ajudar a explicar características ainda sem resposta na estrela.

Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra
Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Para chegar a essa hipótese, pesquisadores compararam modelos de evolução solar com observações do interior e da superfície do Sol. A possibilidade também se encaixa na ideia de que o Sistema Solar primordial abrigava mais planetas do que os conhecidos atualmente.

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Super-Terras são comuns no universo, mas a ausência de uma delas em nosso sistema pode ser explicada por esse evento destruidor. Imagem: Dario Sabljak – Shutterstock

Super-Terras são comuns no universo, mas a ausência de uma delas em nosso sistema pode ser explicada por esse evento destruidor. Imagem: Dario Sabljak – Shutterstock
Super-Terras são comuns no universo, mas a ausência de uma delas em nosso sistema pode ser explicada por esse evento destruidor. Imagem: Dario Sabljak – Shutterstock · Imagem: Super-Terras são comuns no universo, mas a ausência de uma delas em nosso sistema pode ser explicada por esse evento destruidor. Imagem: Dario Sabljak – Shutterstock

Um planeta pode ter desaparecido no Sol

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

A formação do Sistema Solar pode ter envolvido mais mundos do que os oito planetas conhecidos hoje. Theia, um planeta do tamanho de Marte, atingiu a Terra e participou da formação da Lua. Também existem propostas de que Júpiter tenha expulsado um planeta grande do sistema.

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Super-Terras, provavelmente rochosas e várias vezes mais massivas que a Terra, são comuns no Universo. Nenhuma é conhecida atualmente nas proximidades do Sol. Isso não impede que uma delas tenha existido ali no passado.

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Nosso novo estudo sugere que um planeta várias vezes mais massivo que a Terra pode ter caído no jovem Sol e deixado uma impressão química duradoura em seu interior.

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Mutlu Yildiz, professor da Universidade de Ege e integrante do estudo, em nota.

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O que o Sol ainda pode revelar

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

A equipe partiu de diferenças entre os modelos do interior solar e as observações. A helioseismologia, que estuda como as ondas sonoras se movimentam dentro do Sol, permite investigar suas camadas mais profundas.

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Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Source: olhardigital.com.br

Os modelos apresentam discrepâncias na estrutura da velocidade do som logo abaixo da zona de convecção e na profundidade dessa região. Eles também não conseguem explicar completamente a baixa abundância de lítio na superfície solar.

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“Estávamos interessados em saber se esses problemas poderiam ter uma origem comum na história química inicial do Sol”, explicou Yildiz.

Imagem da matéria: Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra
Imagem da matéria: Estudo indica que o Sol destruiu planeta 10 vezes maior que a Terra · Imagem: Pesquisadores agora querem descobrir se as possíveis impressões digitais químicas do planeta ainda podem ser detectadas. – Imagem: vmdesign.video – Shutterstock

A ideia é que um planeta incorporado à estrela teria levado elementos químicos diferentes para seu interior. Esses materiais poderiam ter deixado efeitos detectáveis até hoje, como:

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- mudanças sutis na estrutura interna do Sol;

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- diferenças na região logo abaixo da zona de convecção;

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- alterações na profundidade dessa região;

- possível relação com a baixa abundância de lítio na superfície.

Pesquisadores agora querem descobrir se as possíveis impressões digitais químicas do planeta ainda podem ser detectadas. – Imagem: vmdesign.video – Shutterstock

Simulações chegam a uma faixa de massa

Para testar o cenário, os pesquisadores usaram o software de evolução estelar MESA e criaram modelos com diferentes histórias de acréscimo de matéria. Os resultados foram comparados com propriedades observadas no interior e na superfície do Sol.

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O modelo que melhor corresponde à estrela atual prevê a ingestão de uma super-Terra com massa entre cinco e dez vezes a da Terra.

“Pensávamos que a ingestão de um planeta poderia afetar a estrutura solar, mas não esperávamos que os cálculos convergissem para uma faixa de massa tão específica”, disse Yildiz.

Uma super-Terra poderia existir ali?

A ideia é considerada possível porque um trabalho publicado cerca de uma década atrás já havia sugerido que super-Terras poderiam ter se formado dentro da órbita de Mercúrio. A pesquisa anterior, porém, não especulava sobre o destino desses mundos.

O novo estudo investiga se o desaparecimento de uma dessas super-Terras poderia estar relacionado às particularidades observadas no Sol.

Ainda falta uma confirmação independente. O próximo passo é procurar as possíveis “impressões digitais” deixadas pelo planeta e verificar se elas podem ser detectadas separadamente. Se isso ocorrer, a descoberta poderá fornecer uma evidência adicional para o cenário de que o jovem Sol incorporou uma super-Terra.

Valdir Antonelli

Valdir Antonelli é jornalista com especialização em marketing digital e consumo.

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Tags: Astronomia espaço Planetas Sistema Solar Super-Terras